O que estudar para técnico do Banco Central antes do edital

Confira as matérias do último concurso, as diferenças entre as áreas e o que observar nas regras da próxima seleção

Quem pretende disputar uma vaga de técnico do Banco Central encontra no último concurso, realizado em 2013, referência para começar os estudos. O programa reunia Português, noções de Direito, Gestão Pública, Informática e Raciocínio Lógico, além dos conhecimentos específicos da área escolhida.

O novo concurso tem 50 vagas autorizadas para técnico, com prazo para publicação do edital até 3 de janeiro de 2027. O subsídio inicial é de R$ 8.300, em vigor desde abril de 2026, conforme a Lei nº 15.141/2025. Enquanto as novas regras não são divulgadas, o edital anterior ajuda a orientar a preparação, mas não garante a repetição da banca, das áreas ou dos requisitos de escolaridade.

Os conhecimentos básicos são um ponto de partida porque, em 2013, eram comuns às duas áreas e correspondiam à metade dos itens da prova objetiva. A outra metade cobrava conteúdos específicos de Suporte Técnico-Administrativo ou Segurança Institucional. A seguir, veja como o programa estava organizado e o que considerar ao montar sua rotina de estudos.

O que cai na prova de técnico do Banco Central?

No concurso de 2013, a prova objetiva reuniu 120 itens, sendo 60 de conhecimentos básicos e 60 de conhecimentos específicos. O Edital nº 1/2013, publicado em 15 de agosto daquele ano, previa a aplicação da objetiva e da redação no mesmo turno, com duração total de 4 horas e 30 minutos. A organizadora foi o Cespe/UnB, atual Cebraspe.

Os conhecimentos básicos eram iguais para as duas áreas e abrangiam seis matérias:

  • Língua Portuguesa;
  • Noções de Direito Constitucional;
  • Noções de Direito Administrativo;
  • Gestão Pública;
  • Informática para Usuários;
  • Raciocínio Lógico-Quantitativo.

O edital não informava quantos dos 60 itens seriam destinados a cada disciplina. Portanto, a extensão do programa ajuda a conhecer os conteúdos, mas não indica quantas questões cada matéria teria na prova.

Segundo levantamento do Acelera Concursos no item 22.2.3 do edital, Gestão Pública reunia 10 dos 33 tópicos da parte comum, seguida de Português, com oito, e Raciocínio Lógico, com sete. Entre os conteúdos de Gestão Pública estavam o Código de Ética do Servidor Federal e a Lei de Improbidade Administrativa.

A quantidade de tópicos, porém, nem sempre traduz o volume de estudo. Direito Administrativo tinha apenas dois, mas um deles abrangia boa parte da Lei nº 8.112/1990, que trata do regime jurídico dos servidores públicos federais. Já Português incluía interpretação, gramática e redação de textos utilizados na rotina de trabalho, como emails, despachos, cartas e ofícios.

No concurso de 2013, a prova objetiva de técnico teve 60 itens de conhecimentos básicos e 60 de conhecimentos específicos. A estrutura está no Edital nº 1/2013 do Banco Central, de 15 de agosto de 2013. A banca foi o Cespe/UnB, hoje Cebraspe, e a prova objetiva e a redação ocuparam o mesmo turno de 4 horas e 30 minutos.

Quais eram as matérias específicas de cada área?

Os conhecimentos específicos variavam conforme a área escolhida na inscrição. Em 2013, Suporte Técnico-Administrativo ofereceu 78 vagas, enquanto Segurança Institucional teve 22. Cada área tinha seu próprio programa, relacionado às atividades exercidas no Banco Central.

Para entender essas diferenças antes de escolher o que estudar, confira também a matéria sobre o o dia a dia e o salário do técnico do Banco Central. A seguir, veja os conteúdos previstos para cada área no último edital.

Área 1, suporte técnico-administrativo

A Área 1 cobrava Fundamentos de Contabilidade, de Gestão de Pessoas e de Gestão de Recursos Materiais. No último concurso de técnico do Banco Central, Contabilidade tinha 20 dos 40 tópicos da parte específica dessa área. O número vem da contagem da Acelera Concursos no Edital nº 1/2013, feita em 5 de novembro de 2026.

Os tópicos de Contabilidade iam das partidas dobradas ao balanço e ao fluxo de caixa, passando por estoques e depreciação. Gestão de Pessoas tinha 13 tópicos, como recrutamento, avaliação de desempenho e gestão por competências. Recursos Materiais tinha 7, com compras, licitação, almoxarifado e protocolo.

Área 2, segurança institucional

A Área 2 tinha 15 tópicos, divididos entre gestão de riscos, segurança física e fiscalização de contratos de segurança. O programa passava por prevenção de incêndio, primeiros socorros e proteção de autoridades. Também cobrava as regras de armas de fogo e de vigilância privada.

Essa área ganhou uma exigência que não existia em 2013. Desde a Lei nº 13.327, de 2016, o art. 6º da Lei nº 9.650/1998 prevê prova de aptidão física e avaliação psicológica para ela. Em 2013, o edital pedia só a aptidão física e mental atestada em inspeção médica.

Você tem o perfil para trabalhar na Petrobras? Descubra em 2 minutos qual cargo combina com você. Fazer o teste.Você tem o perfil para trabalhar na Petrobras? Descubra em 2 minutos qual cargo combina com você. Fazer o teste.

Como a prova de 2013 contava os pontos

Os itens eram de Certo ou Errado, e cada resposta certa valia 1 ponto, pelo subitem 8.10.2 do edital. Cada resposta errada, por outro lado, tirava 1 ponto, e o item em branco valia zero. Por isso, chutar podia derrubar a nota, já que cada erro apagava um acerto.

Para seguir no concurso, o técnico precisava de pelo menos 12 pontos nos conhecimentos básicos e 18 nos específicos. Também era preciso fazer 36 pontos somando as duas provas, ou seja, 30% dos 120 pontos possíveis. Quem ficava abaixo de um desses mínimos saía sem classificação.

A redação, de até 30 linhas, tinha tema dos conhecimentos específicos e valia 50 pontos. Ela eliminava quem fizesse menos de 25. Os erros de português eram descontados da nota, divididos pelo número de linhas escritas, e por isso a gramática também conta ponto ali.

O que pode mudar no próximo edital

O concurso está em planejamento. A Portaria MGI nº 5.508, de 3 de julho de 2026, autorizou 50 vagas de técnico e deu 6 meses para o edital sair, segundo o Ministério da Gestão. Até 5 de novembro de 2026, a página de concursos do Banco Central não informava edital nem banca.

O andamento da autorização está no post sobre o concurso do Banco Central para nível médio. A mudança que mais pesa para quem tem só o ensino médio, porém, está no Congresso.

Em 28 de outubro de 2026, o Senado aprovou o projeto de lei de conversão da Medida Provisória nº 1.375/2026. O texto passa a exigir nível superior para o técnico do Banco Central, segundo a Agência Senado. Em 3 de novembro, a página da medida no Congresso Nacional registrava que ele aguardava sanção ou veto.

Até lá, a Lei nº 9.650/1998 continua definindo o técnico como cargo de nível médio. Se a exigência for sancionada antes do edital, o concurso pode pedir diploma de graduação. Se for vetada, vale o ensino médio, e em qualquer caso o programa de 2013 segue como a única referência publicada para a prova.

A forma do concurso também mudou desde 2013. Pela Lei nº 9.650/1998, alterada em 2016, a seleção de técnico é feita em etapa única, sem o Programa de Capacitação daquele ano. O edital novo ainda vai dizer quais áreas abre, quais cidades recebem vagas e qual banca aplica a prova.

O programa de 2013 cita ainda normas e programas de 13 anos atrás, como a Lei nº 8.666/1993, o Internet Explorer e o Outlook Express. Quando o edital sair, confira cada um deles antes de gastar horas de estudo. O guia de onde o edital mostra vagas, salário e matérias ajuda a achar o anexo certo.

O que estudar para técnico do Banco Central até sair o edital

Como a autorização dá até 3 de janeiro de 2027 para o edital sair, e a prova vem pelo menos 2 meses depois dele, há tempo para montar a base antes de saber a área. Esta ordem segue o número de tópicos de cada matéria no programa de 2013 e o peso do Português na redação.

  1. Português e Raciocínio Lógico: abrem o plano porque somam 15 dos 33 tópicos básicos de 2013, e o Português ainda pesa na redação.
  2. Gestão Pública e Ética: é a matéria básica com mais tópicos e inclui o Código de Ética do servidor e a Lei de Improbidade.
  3. Direito e Informática: Constituição nos direitos fundamentais e na administração pública, Lei nº 8.112/1990 e noções de internet e segurança da informação.
  4. Parte específica da área: quem mira a Área 1 começa por Contabilidade, que tem metade dos tópicos dela, e quem mira a Área 2 inclui o preparo físico na rotina.
  5. Redação e questões: uma redação de 30 linhas por semana sobre tema da área e questões de Certo ou Errado, para treinar quando deixar o item em branco.

Para não esquecer o que já estudou nesses meses, a revisão espaçada marca a volta a cada matéria em intervalos crescentes. Quem está no primeiro concurso pode começar pelo guia de como estudar para concurso do zero.

Para distribuir as seis matérias básicas pelas semanas até o edital, o Planner Método Acelerador organiza a rotina de estudo. Ele também registra a evolução de cada matéria até o dia da prova.

Quando o edital sair: o que conferir

Quando o Banco Central publicar o edital, quatro conferências mostram o que muda no plano de estudo:

  • Matérias: compare o anexo de matérias com o programa de 2013 e marque só o que entrou ou saiu.
  • Escolaridade: antes de pagar a inscrição, confira se o Banco Central exige ensino médio ou graduação, o que depende da sanção ou do veto do projeto aprovado pelo Senado em 28 de outubro.
  • Vagas e banca: veja quais áreas e cidades têm vagas e qual banca vai aplicar a prova.
  • Formato dos itens: confira se a prova mantém os itens de Certo ou Errado, com desconto por erro, ou passa para múltipla escolha.

Com essas respostas, refaça as semanas que faltam até a prova no planner de estudos da Acelera.

Avalie esse post
Descubra o seu perfil para o Sistema Petrobras. Fazer o teste.Descubra o seu perfil para o Sistema Petrobras. Fazer o teste.
Compartilhe este post
Avatar photo
Karina Garcia

Karina Garcia é jornalista do Acelera Concursos, onde produz notícias e conteúdos sobre concursos públicos, preparação e carreira. Foi produtora de rede na Rede Amazônica, em Manaus, e atuou em assessoria de imprensa de unidades hospitalares e órgãos públicos. Sua trajetória inclui também a cobertura de economia e política em portais de notícias.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *