Como é ser técnico do Banco Central, cargo com salário inicial de R$ 8.300

O cargo de nível médio tem 50 vagas autorizadas e edital previsto até 3 de janeiro de 2027. Conheça as tarefas e a evolução salarial

O cargo de técnico do Banco Central reúne salário inicial de R$ 8.300,00 e exigência de nível médio. A rotina envolve apoio técnico e administrativo aos auditores e procuradores, atividades ligadas ao dinheiro em circulação no país e atuação na segurança da instituição.

A remuneração, em vigor desde 1º de abril de 2026, cresce conforme o servidor avança na carreira e chega a R$ 16.914,70 no topo da tabela. Já as tarefas variam conforme a área de atuação. Na segurança institucional, a legislação prevê inclusive autorização para porte de arma no exercício das funções.

A autorização de 50 vagas pelo governo, em julho de 2026, renovou o interesse pelo cargo, que teve seu último concurso em 2013. Enquanto o novo edital não sai, a legislação permite conhecer o salário, as possibilidades de crescimento e as responsabilidades de quem ingressar no Banco Central

Quanto ganha o técnico do Banco Central em 2026

O técnico do Banco Central recebe por subsídio, uma parcela única definida na Lei nº 15.141, de 2 de junho de 2025, Anexo I. Pela tabela dessa lei, o técnico do Banco Central começa com subsídio de R$ 8.300,00 por mês desde 1º de abril de 2026. No último dos 20 padrões da carreira, o valor chega a R$ 16.914,70, pouco mais que o dobro do inicial.

Antes de abril, o valor de entrada era R$ 7.453,62, em vigor desde janeiro de 2025. Por isso, esse valor ainda aparece em textos antigos, mas ficou para trás com o reajuste de 11,4%. Valores pagos à parte, como auxílios, não entram na tabela abaixo.

Classe e padrãoSubsídio desde 1º/04/2026Subsídio de 2025
A, padrão I (entrada)R$ 8.300,00R$ 7.453,62
A, padrão VR$ 9.447,00R$ 8.483,65
B, padrão IR$ 10.078,63R$ 9.050,88
C, padrão IR$ 12.238,41R$ 10.990,42
Especial, padrão IR$ 14.861,02R$ 13.345,59
Especial, padrão V (topo)R$ 16.914,70R$ 15.189,85
Fonte: Lei nº 15.141/2025, Anexo I, alínea d (Anexo II-A da Lei nº 9.650/1998), lida em 22/10/2026. A tabela completa tem 4 classes com 5 padrões cada.

Quem passa no concurso entra na classe A, padrão I, como manda o artigo 6º da Lei nº 9.650. Para comparar, o técnico aprovado em 2013 começou com subsídio de R$ 5.158,23, segundo o edital daquele ano. O auditor, cargo de nível superior do mesmo banco, começa hoje com R$ 20.000,00, pela mesma lei de 2025.

O que faz um técnico do Banco Central?

O técnico do Banco Central faz o apoio técnico e administrativo do banco, inclusive as tarefas que não podem ir para terceirizadas por envolver sigilo do sistema financeiro. As tarefas estão no artigo 5º da Lei nº 9.650, de 1998, que lista 10 atribuições. Elas se agrupam em quatro frentes de trabalho:

  • Apoio aos auditores e procuradores: atividades técnicas e administrativas que completam o trabalho deles, além de cálculos para processos administrativos e judiciais.
  • Gestão interna: tecnologia e segurança da informação, orçamento, contabilidade, licitações e contratos, patrimônio e gestão de pessoas.
  • Dinheiro em circulação: distribuição de cédulas e moedas aos bancos, análise de nota suspeita ou danificada e acompanhamento da destruição de cédulas fora de uso.
  • Segurança institucional: guarda e transporte de valores e proteção das autoridades do banco, com autorização para dirigir veículos e portar arma de fogo.

A mesma lei põe o técnico no atendimento ao público, com análise e encaminhamento de denúncias e reclamações. Ele também opera os sistemas de computador do banco e supervisiona os serviços terceirizados de suporte. Quais dessas tarefas cada servidor faz depende do setor em que ele é lotado.

O técnico do Banco Central não trabalha em agência nem atende cliente de conta corrente. Esse é o trabalho do escriturário do Banco do Brasil, que é um banco comercial, com concurso próprio e regras diferentes.

As duas áreas do cargo no último concurso

No último concurso para técnico, o Edital nº 1/2013, de 15 de agosto de 2013, o Banco Central dividiu o cargo em duas áreas. A Área 1, de Suporte Técnico-Administrativo, teve 78 vagas, e a Área 2, de Segurança Institucional, teve 22. O requisito foi o mesmo nas duas: ensino médio completo.

As vagas de suporte ficaram quase todas em Brasília (DF), com 70 das 78, e as outras 8 se dividiram entre Belém (PA) e Porto Alegre (RS). Já as de segurança foram para Belém, Brasília, Porto Alegre e Salvador (BA). A jornada prevista em 2013 era de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva.

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A Área 2 tem uma regra que pesa na escolha. Pelo subitem 2.2.5 do edital, quem entra em segurança institucional pode ser chamado para trabalhar em escala ou turno de revezamento, de dia ou de noite. O mesmo edital previa atividades com porte de arma e condução de veículos para essa área.

O próximo edital pode dividir o cargo de outro jeito, e nada garante que as duas áreas se repitam. Mesmo assim, as tarefas da lei continuam as mesmas, então vale saber em qual das duas frentes você se vê antes de escolher.

Concurso autorizado: 50 vagas para 477 cargos vagos

A lei prevê 861 cargos de técnico no Banco Central, mas só 384 estavam ocupados em setembro de 2026, segundo a página de carreira do Banco Central. Restam 477 cargos vagos, mais da metade do total. As 50 vagas autorizadas cobrem cerca de 1 em cada 10 desses cargos.

O concurso já está autorizado, mas ainda não tem edital nem banca. O Ministério da Gestão autorizou 170 vagas pela Portaria MGI nº 5.508, publicada no Diário Oficial de 3 de julho de 2026, sendo 50 para técnico.

Pela portaria, o edital tem de sair em até seis meses, ou seja, até 3 de janeiro de 2027. Até 22 de outubro, a página de concursos do Banco Central não trazia edital nem banca escolhida.

Uma diferença em relação a 2013 já está na lei. Desde 2016, o artigo 6º da Lei nº 9.650 manda fazer o concurso de técnico em etapa única. Assim, sai o programa de capacitação que eliminava candidatos em 2013. O andamento da seleção, com prazos e grupo de trabalho, está no post sobre o concurso Banco Central nível médio autorizado.

Como se preparar antes do edital, previsto até 3 de janeiro de 2027

Sem edital, ainda não há banca nem lista oficial de matérias, então a referência mais próxima é a prova de técnico de 2013. Os passos abaixo valem para os próximos dois meses e meio:

  • Leia o artigo 5º da Lei nº 9.650 e decida se você mira o suporte administrativo ou a segurança institucional.
  • Comece por Português, raciocínio lógico e informática, que estavam entre os conhecimentos básicos da prova de técnico de 2013.
  • Monte uma rotina semanal com horário fixo e registre o que estudou, para não perder o ritmo até o edital.
  • Acompanhe o Diário Oficial e a página de concursos do Banco Central para saber quando a banca for escolhida.

Quem nunca estudou para concurso pode seguir o roteiro de como estudar para concurso do zero, que organiza as primeiras semanas. O Planner Método Acelerador ajuda a manter a rotina semanal. Já a loja da Acelera Concursos reúne material para outros concursos de nível médio.

O Banco Central não é a única seleção de nível médio no radar. A lista de concursos de nível médio para ficar de olho mostra outras com previsão para 2026 e 2027. Com o planner da Acelera, dá para encaixar mais de uma prova na mesma rotina.

Imagem de capa: edifício-sede do Banco Central do Brasil, em Brasília, foto de Jonas Pereira/Agência Senado, via Wikimedia Commons, licença CC BY 2.0, recortada e com cor ajustada.

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Karina Garcia

Karina Garcia é jornalista do Acelera Concursos, onde produz notícias e conteúdos sobre concursos públicos, preparação e carreira. Foi produtora de rede na Rede Amazônica, em Manaus, e atuou em assessoria de imprensa de unidades hospitalares e órgãos públicos. Sua trajetória inclui também a cobertura de economia e política em portais de notícias.

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